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Consumo de carambola pode afetar os rins, afirma especialista

A carambola é uma fruta originária da Índia e que é consumida em grande quantidade no nosso país. No entanto, apesar de ser muito apreciada no Brasil, o fato alarmante é que pesquisadores da USP de Ribeirão Preto descobriram uma substância existente na carambola, a caramboxina, que pode causar intoxicação e danos à saúde, principalmente em pessoas com problemas já existentes nos rins.

Dr. Rodrigo Melo, nefrologista, especialista SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia) comenta os resultados da pesquisa e faz um alerta para as possíveis consequências associadas ao consumo da carambola: “os pesquisadores conseguiram isolar e identificar a substância da fruta que causa a intoxicação. A substância existe em baixa concentração na fruta, mas é tóxica. Quando o fruto e/ou seu suco são consumidos por pacientes acometidos de insuficiência renal, lesão aguda nos rins ou por indivíduos diabéticos, a toxina se concentra no organismo e pode induzir crises de soluços, vômito, confusão mental, agitação psicomotora, convulsões prolongadas (estado de mal epiléptico) e até a morte”, afirma.

Para o especialista, mesmo pessoas sem histórico de problemas renais devem evitar o abuso no consumo da carambola: “existem relatos de pacientes sem doença renal prévia, que evoluíram com injúria renal aguda, com necessidade de realização de hemodiálise, após consumirem carambola ou o suco da fruta”, revela.

O Dr.  Rodrigo ressalta que é preciso ter muito cuidado no consumo não apenas da carambola, mas de outros frutos da mesma família: É também oportuno ressaltar que outro fruto da família da carambola, a espécie Averrhoa bilimbi, também pode provocar nefropatia aguda. Esse fruto, também rico em oxalato, é muito conhecido na região como ‘biri-biri’ ou ‘azedinha’, isso porque seu teor de ácido oxálico pode eventualmente produzir cálculos renais em indivíduos mais sensíveis e poderia predispor aos efeitos neurotóxicos da caramboxina. Portanto, deve-se tomar cuidado com o consumo dessas frutas”.

O especialista também aponta a necessidade de procurar estar em dia com a saúde renal e manter visitas regulares a um nefrologista: “Além de evitar o consumo dessas frutas, que contem a toxina caramboxina, o ideal sempre é manter o acompanhamento médico em dia, e saber com um nefrologista como anda a saúde dos seus rins”.

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